quarta-feira, 16 de maio de 2007

Amoral

A nove passos de mim, duas loucuras e uma sandice.
Eu, no meio, à nove passos de mim. Atrás, a um passo, a moralidade.

A Sandice grita: Bora Garfo! Se apreça!

Eu não sei, mas eu sentir a sensação de que nunca vai chegar, andava... andava... andava, e uma dose de limão para aliviar meus pensamentos... Gina tem cara de mangá e olhar perdido... Perdido caminho enlamacento.

Gabo, Gabo, Gabo, tô chegando, mas parece que a moralidade se encrostou em mim, roubou o lugar da minha sombra que tambem está "murmurada", vida própria tinha.
Tinha pernas grandes, era falsa e andava com ligeira impreção.

-Por que te vás com tanta pressa?
-Ultrapaçar você e a loucura.

Parecia vinha na metade do meu livro, tinha um cheiro rosado inebriante.
A moral chegou na moral, alcançou a loucura e andamos juntos, em calçadas diferentes.

-Estão de boa né?
-É. Cabeça feita, chapa.
-Bom. Mas tudo é relativo... Cuidado com os comedores de ideias, é desse petisco que eles gostam.
-Você é um?
-Sou apenas o aviso.
-Você é falso.
-E que certeza você tem que tambem não é? Que certeza você tem que existe?
-Eu sei que...
-Quê?
-Sei porque eu sei que...
-Quê?
-Mas sei porque eu sei que...
-Que?
-Que sabe o quê?
-Nada.

O velho falso é moralista, ele tinha ideias de usuário tratado e cheirava a um pano de chão, ele sabia, mas castigava para sobreviver o padrão.
A moral conhece o adeus do amor, porque já se apaixonou pelo que é imoral.

2 comentários:

dom disse...

NÃO ME POUPE!

Samuel Punzi disse...

Mandou bem. Ins-piração da boa. Valeu!