sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Da série... Poemas para provar que há amor em minha vida!

Meu coração diletante.

Brando em banho-maria.

Sempre morro dentro de um jarro.

Escondido nos seus dentes de barro.

Nicotina, alcaparra e vinha.

E ela fica em mim, da mesma forma que a marca do seu batom vermelho-puto fica no cigarro dos otários.

Por ser boa em demasia, o que era jarro se quebrou.

Evito as rimas para não ficar infantil.

Porque não sou poeta

Sou pastor.

Traio poema com poesia e gosto das prosas que eu tenho com os versos em dias de domingo.

A poesia em mim é boa de vê.

Como a cochia do teatro.

Como um deus lindo, que aplaude o sol nascente.

Como um Buda no papel.

Que logo é transformado em barco, pipa, papagaio.

Origamis em sua janela.

A poesia em mim, as vezes fede.

É parada como os barcos ancorados no caes.

Como a partida.

Contrapartida

As vezes parto

Contra a partida

Parto

Re-parto

Sangra

Sem braço

Sem os dois braços.

Dentro dos teus lençóis finos, eu me perco em tuas pernas, K. B Luda.

Porque você ainda não conhece os amores de colcha.

Um comentário:

Soda Cáustica disse...

Segundo Rique, uma bela canção para o Pato Fu. hhajhsjashjka. o pior é que eu creio.