quinta-feira, 30 de agosto de 2007

A poesia que me veio num sonho.

Se dar bem é ser feliz.
Você acha mesmo que deve ficar exibindo prazeres tão melhores que os meus?
Você conhecerá meus amigos, e quase todos meus segredos.
um punhado deles, reais e imaginários.
Se sentirá aliviado no inicio, mas no inicio tudo são flores, o caminho das pedras é logo ali.
Certamente todos os mentirosos falarão uma verdade.
Mas não se preucupe, não é um hábito.
perdi a chave. não tenho mais. as unicas eram suas, e eu já te devolvi. hoje, não tenho chaves, com o chute na porta os meu segredos vão lounge...
Quando questionam meu saco, eu faço cara de "Me poupe, me poupe"
e suspendo o pescoço como uma girafa soberba, foi você mesmo que me contou isso, você lembra?
Eu tô um deprimido sem tecnicas, encruado de emoções.
babaca na chuva, duas semanas passadas.
Quantas mesmo?
Cinco lágrimas e um copo de vinho foi o que eu conseguir derramar essa manhã.
Porque pra mim, de nada mais vale a lágrima, desde quando ela se vendeu para a alegria, e hoje todo mundo chora de felicidade tambem.
Não quero expôr minha dor num sentimento agridoce, instável.
Prefiro o ódio e a solidão.
Vitamina C.
Dar fibra e Cálcio.
Porque mesmo assim, precisava de muito sangue para pintar o cabelo dela.

No teatro...

Que eu entrei para distrair minha alma perva, somente por isso. Não quero ser ator, não tenho o drama que corre nos pulsos de Bel, esse sim tem talento!
Mas já fiz e gosto muito de teatro, gosto do clima mambembe de ser, gosto dos exercicios de voz, respiração, é como uma terapia.

Então, no meu primeiro dia de aula, eu fui com Bel, eu tava fumado, e acabei indo assim mesmo, não é que eu rir muito? e achei tudo muito chato tambem, o elenco é bastante fraco. O professor de teatro me perguntou o que eu queria no teatro.

"Me divertir. Só isso."

O que você espera do teatro?

"Nada. Só me divertir."

Você quer se divertir, ou quer que os outros se divirtam com você?

"As duas coisas. É que eu sou meio hedonista."

Ahhhn... hedonista... alguem sabe o que hedonista?

Ninguem sabia, e ele explicou, e me deu um papel_ quando todos já tinham o seu personagem fixo, até mesmo Bel que entrou no mesmo dia que eu._ de um personagem hedonista. Oquei. Fácil. eu pensei.

Uma peça sobre pessoas, uma peça sobre pessoas... Você gosta de pessoas? Eu as vezes odeio as pessoas, se isso tudo tivesse sangue a gente iria dar mais valor, acrescento o dinheiro e tudo fica par e redondo, na verdade; verdadeiro.
Do risinho vem o esporro lá no fundo: "Ria dos outros quando você estiver fazendo algo certo!"
O elenco desconcentrado, abatido, artificial, uma peça triste sobre escola publica, personagens clichês, o que me faz lembrar das minhas peças de escola, que não sei porquê, eu era sempre o maconheiro.
O Deus de Gabo é gay, e quem come ele é aquele personagem negro, revoltado. Cheguei apostar com os meus botões que Ronaldo Braga, o diretor, toma uns comprimidos depois dos ensaios, ou vai para o bar mais próximo.

Vou falar sobre teatro, não fique tão sério Gabo, alivie os musculos do seu rosto e sorria.

"É que eu tô entrando num personagem que dar um show no inicio, e desanda no final, quando as lágrimas secam, eu tenho que falar dessa escola publica, e tudo fica parecendo uma emenda, uma obrigação de falar sobre escola publica."

Meu nome é Bel, e vim para botar pra fuder!

Meu nome é Rafael, gostaria muito de ser o diretor corrupto, mas acho que hoje eu vou ser um Deus honesto... (aemeodeos...)

Meu nome é Tiago e vou fazer um aluno rebelde sem causa.

Ei de novo! Meu nome todo é Rafael Cruz, mas não moro em Cruz, mas eu nasci lá... Bem... eu não vou ser o aluno rebelde, nem a mártir, nem o diretor cuzão, muito menos a estudante que fez sexo na biblioteca consultando as posições de Kama-Sutra... (Que idéia fabulosa!) Me desculpem, mas hoje, eu vou ser um critico de teatro.
Estavamos todos posicionados, foi o primeiro ato, o segundo, o terceiro, bem.. foi a peça inteira. E no fim, o professor me convidou para eu apresentar meu papel, o tal do personagem hedonista.

"Errr... Eu vou ficar aqui no meio, e quero me sentar no chão tambem porque eu gosto do frio e fui um hippie na vida passada..."

Bora Bora Rafael! Sem muita lenga-lenga! apresenta logo seu personagem! Não temos muito tempo não!

Brochei, e tudo ficou com a nitidez de que eu não fui bem quisto.

"Posso fazer o critico de teatro agora?"

É o primeiro grupo de teatro em que as pessoas parecem todas infelizes, como num encontro corajoso de alcolatras anônimos.
Antes de começar a falar, eu queria pedir pra vocês não trocarem as bolas, por favor garotos, folguem os parafusos, está bem? Se você faz um personagem mal, me faça lhe odiar, mas hoje eu senti tesão pela maldade, eu, que fui a plateia durante todo tempo, deu-me vontade de estrangular o diretor da escola, o que prova meu querido, que você é um ótimo vilão, já que o seu lado bom me dava repugnância.
Acho mesmo que vocês são ruins porque tem medo, tem medo do novo, tem medo de correr riscos no divã do teatro, porque o teatro é o analista que bate na tua cara quando você chora. O teatro ta cagando pra sua dor, por isso, controle seu choro, e estrangule seu riso. O teatro foi feito para agradar a sí mesmo, e não o diretor.
Trilhões de pessoas moram no universo, e são quase todas tristes.
A peça ta no começo ainda, ta em constante transformação, e deixo claro aqui, que nem temos um roteiro, só um enrredo, estamos improvisando, ensaiando, colocando as coisas no lugar, por enquanto.

O diretor da escola: (falando ao telefone, "com certeza com um homem") Oi meu amor... Pode pegar sim, chego mais cedo hoje, até mais, tchau. (desliga o telefone, depois de uns minutos o telefone toca novamente e ele atende. dar uma tossida para engrossar a voz antes de falar.) Pois não? Sim dona Judith! Pode mandar entrar!

Aí nessa cena os alunos vândalos entram na sala do diretor, e como todo personagem marginal, senta na cadeira de qualquer jeito, todo largado.
O diretor da escola: Novamente vocês por aqui! Sentem-se direito! Vocês não estão na sua casa!
O aluno 3: Escola! Como vocês dizem, sua segunda casa!
O diretor da escola: É... Bem... Não sei... Hãn?! Ei você! Menina com cara de santa! Você foi pega fazendo sexo na biblioteca, ao lado de um livro de kama-sutra.
A aluna: E daí diretor? Estava transando com os livros, achei lá calmo, poético, envolvente, cheio de aventura e palavras de amor...
O diretor: Não pode! Não pode! Não é lugar!
A aluna: O senhor diz isso porque não é mulher! Eu tenho meus desejo! Eu tenho nes-ces-si-da-des! O que há com você?
O diretor: O que há comigo?
A aluna: É. Só foi uma foda diretor, e usamos camisinha. "Você sabia que a mulher tem um apetite sexual dez vezes maior que o seu, amigo meu?" Quando ela quer, não tem hora, nem lugar não.
O diretor: Não sou seu amigo. Sou seu diretor!
A aluna: E o que o senhor quer que eu diga?
O diretor: O que eu quero ouvir.
A aluna: O senhor não gostaria de saber o que eu tenho pra falar.
O diretor: O quê?!
A aluna: Ta legal! A escola inteira acha que o senhor é gay, e pelo aspecto de hoje, que não faz sexo há anos tambem!
O diretor: O quê ?!??!
Saia da minha sala! Saia da minha sala agora! 15 dias de suspenção! Por que você ta me olhando assim? Me acha com cara de idiota?
A aluna: Acho. Um idiota que não faz sexo há muito tempo. Quanto tempo mesmo?
O diretor: 9 meses, acho.
A aluna: Então, come angustia frita, pari abstinência assada. O seu pau lateja diretor, quer me suspender da escola porque no fundo queria estar no meu lugar, o senhor gostaria de estar praticando as posições do kama-sutra na biblioteca, com o meu homem. Você é infeliz e a escola é mal pintada, você não sabe lidar com o seus demônios, é uma daquelas pessoas que sabe uma piada fantástica, mas é mudo. Gosta de escrever, mas vive no escuro. É como aquele garoto que ganhou um computador, mas não sabe mecher. Embora amor o senhor tenha, o senhor não sabe usa-lo.

O diretor dar uma bofetada na cara da aluna, e a escurraça da sala dele, nos gritos. O namorado da menina, covarde, parado está, parado se encontra. O diretor; suco de laranja podre, não mais sentia a saliva, andava de um lado para o outro, com uma dureza no olhar, um silêncio denso tomava conta da sala e do palco durante uns bons minutos.

O diretor: Tire a roupa.

O aluno 3: ...

O diretor: Não ouviu? Tire a roupa!

O aluno 3: Como?

O diretor: É surdo? Eu mandei tirar a roupa! Tire a roupa!

As roupas do garoto parecem sair com medo e por vontade própria, ninguem pensava mais ali, nu ele se encontra, nu ele está. Dois passos diante de um corpo e o diretor balbucia as seguintes palavras...

"No seu falo minha boca se encontra, na minha fala; adormeço."

Quem quiser aplaudir aplauda, quem quiser vaiar, vaia.

(Continua...)






quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Em tempos de alegria escassa...

Vou dar um tempo na série, para tudo não ficar muito turvo.

Stern



Ursula foi vista em frente ao Marasmo de Cogonhas, limpando os pedacinho de cocaína do seu nariz, com o seu esmalte vermelho, e com suas unhas descascadas.

No ônibus.


-Hey Gabo! Vamos comigo, só para me dar aquela força!
-Bicho. Tu sabe que eu te amo, que eu sou o teu irmão que devia te dar uma lição por ser tão ousado, você sabe que minha mente não admite ver você na rua sozinho, uma hora dessas, briga com o corpo conspirado, como vodca pirada. Mas tô bodiado, e um abração meu velho, vale por mil passos alados.
Bem, é um ônibus, buzu, cuzão, besta dos infernos. Gabo não foi até lá, mas mandou eu gritar ele logo ali, adiante ao futuro eminente. Era como num sonho de brincar de ser presente, eu já fui pássaro, já fugir, já menti, me sinto muito bem por só eu acreditar nas mentiras que eu conto. Desconto dez porcento. Diz conto não se diz, dom é do tamanho da minha dose. Tu não é dose, hein chapa?
Me sentia como um espião russo, ou como um comunista disfarçado, encolhido entre os ombros, sombrancelhas escondendo os olhos esmaltados de vermelho, passando por um corredor do sistema, desbravando as entranhas do inimigo, da censura.
Aproveitei a oportunidade que uma passageira estava tentando estrangular o motorista e entrei, logo ele não me viu.
O inicio é apenas o céu, um lugar comum e seguro, as cadeiras do inicio estavam todas ocupadas, poderia ficar em pé se não tivesse nada a perder, mas prefiro me sentar, para ninguem me notar.
O fundão do buzão era onde habitava qualquer tipo de excremento de qualquer espécie de rato, um esgoto cheio de baratas bêbadas. Eles despediçavam gritos, palhaçadas, soluções, gargalhavam e gozavam de boca aberta enquanto o mundo todo tava em guerra. Os rebeldes eram eles, mas é tudo fake, como vocês podem ver, eu não matei nenhuma onça pintada, oquei?
Pois bem. Não fiz bem em dizer que te queria, duraria mais o céu. Mas o céu, você cola com cola. ComCola.
De que eles estão rindo? Do que estão falando? A lembrança de hoje é o pesadelo de amanhã, pão com paixão, estrelas no céu a confundir dois olhares, rugas no dedo, por causa da inquietação. Juro que eu tentei me concentrar de todas as formas me concentrar no que eles falavam, já que eu não podia escrever, mas eu não entendia nada, porque nada eles me acrescentavam. Se eu estudasse para passa por aqui, eu iria roubar uma cadeira lá no inicio do céu, que assiste o mundo cão pela tevê, onde o paraíso é blindado. Eu queria bodiar, mas tava com pena de apodrecer, e as escolhas que passam num segundo...
No segundo carregava os passos do ditador, andando num corredor barulhento em direção a mim, eu me encolhia e segurava meu saco, pedia a noite que em escondesse essa noite em seus véus. Do meu lado ele parou e disse:
-Hello boy! Como vai rapaz?
-Eu vou bem, e o senhor?
-Muito bemtambem.
-Massa.
-Você tem?
-O quê?
-Horas, em massa?
-Desculpe, mas não tenho horas, nem massa. Se você quiser sentar ao meu lado, pode se sentar, eu respiro baixo.
-E quem vai comandar a direção?
-O povo! (Gritei)
-Jamais! Não seria tão inocente ao ponto de falar a verdade!
Medo, como o companheiro Edgar Macedo, que não tinha medo, e por não ter, tambem foi pro céu mais cedo. Amanhã é cedo, amanhã é cedo, amanhã é cedo, amanhã de manhã... eu vou fazer um café pra nós dois..
-Pra viajar tem que ter a carteirinha, chapa!
-É que é o meu primeiro dia no cursinho, me disseram para eu entrar nesse ônibus. O senhor não me viu lá não?
-Não. Talvez e seja o motorista.
-Quem sabe.
-Precisamos da sua identidade, do seu ticket refeição, da sua cabeleira, do se rock n´roll!
-Só um minuto. Eu tenho essa carteirinha aqui, em algum lugar... (procurando na sacola) Conhece minha puta? Não, isso aqui não, isso aqui é minha cueca, escova de dentes, fio dental... etc, reticências, não, isso aqui é o que eu não quero que você saiba.
-Lamento muito. Mas não poderá viajar conosco.
-Só por hoje, por favor. Enrrolo minhas cintura no cadarço da mamãe, me enforco nos cordões umbilicais.
-Não tenho tempo para music.
-Que pena. Ta, ta. Tudo bem, já entendi, você quer que eu desça, eu desço, porque sou espião, mas leio Carlos Castanhëdas, e ele disse que um guerreiro tem que aceitar o seu destino seja ele qual for, ele tem que aceitar com muita humildade.
-Tambem não precisa ser babaca como o Carlos Castanhëdas. Pode ficar aqui, mas que o amor não se repita, para não haver traições.
Assim ele foi, sendo assado, deu as costas e voltou pro céu. Eu bodiei, estava de saco cheio, não gosto do fundo das coisas, nem da Fundação Roberto Marinho, não gosto de foundi, nem de confundir Confuncio com Rajneesh. É que desde criança me dar vontade de cagar quando ouço e falo bobagens, quando estou no fundo, porque eles nada me acrescentam, a não ser essa inevitável vontade de cagar mariposas da minha barriga.
Um aspirante a engraçado gritou: Imigrante a bordo, infeliz!
Lá no fundo tão próximo. O putêro toca massa no céu, com os santos que masturbam uns aos outros com medo de serem descobertos, faz sexo em silêncio. Mas para quê precisamos de palavras, não é mesmo minha gente?
Um dia eu viro doutor, médico-doutor, como meu pai. Troco a poesia por pescrições médicas, assim como eu, hiponcondríaco que sou.
Em resumo: Eu morri, naquele janeiro que você não deu nada.

Bete balanço, Darcí Conselhos.

Ei filho, olha pra você, desbravando uma rua que não é sua, na companhia de uma mulher desdentada e zarolha que chamam de Bete Balanço, a procura de uma farinha.
Uma "farinha"... que linguagem feia filho, que dialeto torpe.
Olhe pra você, com os olhos grandes como lince, escrevendo e falando "farinha", daqui a pouco você irá chamar cocaína de "pó royal"
Pois é. Essa é a linha do submundo bailarina, você vai conseguir chegar até o outro lado?
E o que tem do outro lado? Você me pergunta.
Triangulos de bermudas amarelo e preto. Eu te respondo.
É filho, você é um menino tão bonito, fumando pacaia... moreninho filé gostoso, me deu vontade experimentar pô!
Aham, olha como é a madrugada empestada de viciados a procura... ratos fuçando a farinha...
E tu que é um principe das virtudes, comendo plebe? Me poupe Dom. Não quero te escaldar, nem escrever cartas-padrões, mas vai saindo duras palavras em mena-mole, mena-mole, mena-mole, porque eu tambem cheirei filho, depois que eu te dei aquela surra por ter achado isso na sua gaveta.
Cheirei, não com você. Mas com um mudo, amigo meu, graças a deus. Foi bom, foi bom, mas eu posso porque eu sou feia, zarolha e desdentada, e muitos me chama de Bete Balanço.
Mas tu não filho, tu é o principe das virtudes, e principe por principe, o principe Willian não teve uma vida fácil e saltitante, eu sei e tu tambem sabe, mas não justifica os lampejos dos teus olhos furta-cor, olhos que querem me engolir.
É filho, as cartas me dizem que tu ta na reta do ventão, queima a boca e os dedos afim de ter uma viagem bacana, eu te dou dinheiro para escape. Mas tu é bonito, e ainda tem uma vida inteira pela frente.
Cuide para sua vida não ficar chata no final.

Um beijo.

de sua mãe.


A fama.


Geruza Cardoso, a nossa dama popular, foi pega um dia comendo lixo, e todos a amaram depois disso, ela virou princesa das nossas ideias, ela é a mãe ou à avó de Luly.
Porque ela sempre se manifesta quando tudo esta próximo do fim.
Geruza C.
aprendeu a assinar agora assim, disseram a ela que era chique, telha forte.