sábado, 17 de maio de 2008

Quando os ratos fazem a festa.


Ontem eu levei uma surra,
de um verme_ não há outra palavra para ele, e seu rebanho de putas.

É muito estranho quando você apanha de alguém assim sem mais nem por quê, você que é um cidadão de bem, você que saiu para beber com sua namorada, que paga suas cervejas e compra um vinho quando bem lhe dá vontade.

E de repente vem alguém de instrução pequena, que mal sabe ler e falar direito, e você sabe que você é muito melhor que eles. Incomparávelmente melhor.

Eu tenho asco por gente ignorante, por putas e por bêbados levianos. Repúdio mesmo. Não me importa os propósitos, se é problema governamental, educacional, familiar, eu não estou nem aí, eu estou pouco me lixando para esses propósitos. Eu quero distancia dessa gente feia.
Um cérebro alcoolizado é como um drinque condutor de brigas.
E esses vermes te batem, e você nem sabe de que esgoto eles sairam, esses vermes te batem somente por que querem brigar com alguém, e você é o trouxa da vez.

Fui um herói, apesar de dispensar esse papo de irmão-coragem quando na verdade mesmo eu queria ser o Bruce Lee.

Eu aposto que o Jack Chan nunca apanhou na escola.

O cara que me bateu se chama Fábio, ele vomitava a bile quando eu fui comprar o vinho, passei por ele e ainda dei um apoio moral, mandei ele ir pra casa, parar de beber, ele já estava transformado e ficou passando batom na boca, um batom vagabundo de uma vagabunda, e me agarrando, para me beijar, vê se pode uma coisa dessa. O empurrei e fui comprar o vinho, e o maço de cigarros. Ele me pediu um copo de vinho e eu enchi o copo descartável daquele vinho barato, ele surrupiou meu maço de cigarros e saiu correndo e gritando pela praça. Depois, numa tentiva frustada minha de tomar os cigarros da mão dele, ele conseguiu pegar a garrafa de vinho barato da minha mão, e bebeu a metade do vinho, e depois me devolveu, e tirou mais de dez cigarros do maço e me devolveu a carteira. Fiquei emputecido com aquilo, mas deixei pra lá, não iria brigar com ele, não sou de briga.
E aquele meio de gentinha baixo-astral, não me cabe.

Fui ao encontro das meninas, umas quatro meninas que estavam na praça e que eu encontrei casualmente. Tentei relaxar, acendi um cigarro, tomei o resto do meu vinho em paz, e conversamos sobre outras coisas e até rimos de situações alheias, eu sou um pândego e faço troça.

Eles vinham na nossa direção. uma gangue feia de ser ver, uma gangue de suinos imbecis; O verme e o rebanho de putas atravessando a praça em direção a zona de circunferência, em direção a nós. Eu previa que uma briga era iminente, e que isso não iria prestar.

Ele deu boa noite, e pediu fogo para acender o cigarro, falou comigo e eu não respondi, deu a mão para eu apertar, sem sucesso. Eu lhe entreguei os fósforos e mandei ele cair fora, e ele não aceitou, disse que queria acender do meu cigarro.


-Então você vai ficar sem fumar, por que eu não vou te dar meu cigarro não.

-Quem vai ficar sem fumar aqui é você.

-A é? O meu cigarro ta acesso.

-Então você vai ter que sair desse banco.

-Não vou sair daqui não, bicho.

Poderia ter saído, mas eu já citei meu cacoete aqui, parece que eu tô sempre indo para o lado dificil da questão, parece que eu gosto do estrago. Eu ainda não me livrei do cacoete de saber a hora certa de cair fora, mas não iria sair, isso seria salutar.
Ele deu um tapa na minha mão e o meu cigarro voou longe, ele pegou a bituca, acendeu o cigarro que roubou de mim e apagou a bituca no meu pescoço. Eu dei um pinote e iria resolver partindo para cima dele, as meninas me tiraram dali, fomos para um outro banco na mesma praça, depois decidimos ir embora dalí, talvez já prevendo o esperado.

Quando andávamos por uma rua deserta em caminho de casa, notamos a gangue de gente feia e burra atrás, seguindo a gente, usando de estratégias idiotas, do tipo: "Você esqueceu alguma chave? Está aqui.".

Era os dois lados da moeda, eles se sentiam os caçadores, e nós_ nós que adiantávamos o passo, e eu com uma pedra na mão por defesa, nos sentiamos a caça, coagidos e encurralados. Fizemos uma volta no quarteirão, e eles correram atrás de nós, as meninas correram não podendo mais esconder o medo, as meninas delicadas, de educação primorosa, e as putas fedidas de boquete de um real, correram atrás gritando "Nem corra! Nem corra!"

A situação chegou em tal ponto, que eu parei, joguei a pedra no chão, e esperei Fábio; o verme, vim até a mim. Tentei conversar. O que estava acontecendo afinal? Ele iria bater em mim? em mim? Por causa de quê, meu Deus?!

Defendi as quatro meninas que estavam comigo, as marafonas tão feias, e tão acabadas, de decotes por sí generosos em mostrar suas tatuagens de horror e nanquim, cercaram as meninas e as coagiram contra a parede.

Foi um inferno, apanhei feio desse verme que já dormiu na minha casa numa social que eu fiz, de um certo modo eu sabia que ele era pilantra.
Completamente bêbado, ele e mais um amigo. Eram dois contra um. Era dois contra eu; mignon.

E os transeuntes passavam olhando o estrupicio. observando sem fazer nada, ou até apostando.

A minha tática toda, se é que eu pensei mesmo numa, foi apanhar o minimo possivel, se eu avançasse para ele eu apanharia e ele também, lógico. Tive medo, não vou mentir.

Mas de repente, no átimo de um desatino, que veio impulsionado com a dor, fui de chute e socos em cima dele, foi quando o amigo dele me segurou por trás, tempo suficiente para Fábio; o verme, tirar o cinto da calça e me dá uma surra de corrêia, pelo meu rosto e pelo meu corpo, eu tentava me esquivar das lapiadas, e me desvincilhar da desgraça que me segurava me impedindo de me defender.

Foi quando não sei como, o joguei no chão e parti pra cima de Fábio segurando a corrêia, nos trançamos no chão, incrivel como fomos parar em pontos de extremos diferentes. Como numa Via Crucis, uma hora estavamos lá, outra hora estavamos num lugar bem distante de onde estávamos, sempre nos esmurrando.

Eu me desequilibrei e bati minha testa no chão que sangrou imediatamente, fiquei tentando pegar um pedregulho próximo as minhas mãos, mas ele envolvia seus braços sob o meu pescoço, arquejando-me, e me impedindo de pegar a pedra. Quando eu finalmente consegui pegar a bendita pedra e quando eu estava mirando bem na direção da cabeça dele numa atração de morte, a mesma desgraça_Um negrinho que usa tênis Nike falsificado, e provavelmente, roubado. O mesmo que me segurou para Fábio me surrar com o cinto, me segurou novamente na hora que eu iria atirar a pedra, me segurou dessa vez numa intenção fajuta de separar a briga. Agora ele me segurava, e ainda dizia meu nome mandando eu me acalmar.

Enquanto isso as meninas estavam quase desenhando para aquelas putas analfabetas toda a estória, já que o entender era um caso complicado para elas.

A minha passarinha Pinta Silva, vingada por São Cosme e Damião tentou explicar:

"Gente, pelo amor de Deus, estavamos numa boa aqui, e vocês seguiram a gente procurando briga, olha para o lado porra, ele ta sendo espacado!"

Um das quengas disse:

"Ah, tudo bem... Vocês são universitárias, né?"

"Hã?!? Meu Deus, o que isso tem haver? Isso não importa agora!"

"Ah ta, tudo bem, a gente libera vocês..."


Pire aí. A gente "libera" vocês...


A briga cessou, enfim.

Fabio ; o verme, foi levado para lá, e eu fui levado para casa.

Completamente arrasado, dolorido, com a cara suja e ralada. Chorei, e chorei muito, chorei de raiva, chorei de dor, tudo dói, dói quando eu durmo, dói quando eu tomo banho, e dói quando eu contraio o rosto para fumar, e dói em mim a lembrança também, que só me humilha.

A ardência da queimadura no meu pescoço é o que dói mais, sem dizer a marca que ficou.
em aspecto,
parece que eu fui atropelado. tem uma marca de cinto na minha testa, tem uns arranhões na minha mão, o meu joelho ta ferido, tem um ferida em cima do meu supercilho direito, quando eu cai e meti a testa no chão... o meu pescoço dói, as minhas costas dói.
e eu preciso de uma massagem, de uma japonesa de boceta raspadinha.


Que loucura, não?




6 comentários:

O Pistoleiro disse...

Se sente melhor agora?

Luana disse...

sinais acontecem o tempo todo...
mas se passamos por eles é para depois aprender-mos a ouvi-los
mesmo q seja da pior forma!
aquilo foi... insanidade, covardia e assunto sexual mal resolvido dele mesmo!!!
um babaca.

Alexandre Geisler disse...

se não fosse verdade, pensaria na certa se tratar de uma historia do velho oeste. o fim. observando fatos como esse eu fico pensando se a humanidade tem jeito. será?

melhoras.

Mãos de poeta disse...

Não. A humanidade não terá jeito nunca enquanto existir fracos de espírito como essa criatura que empresta seu corpo pra ser instrumento dos orixás escravos. Que não cuida desses escravos. Eu tenho certeza absoluta que ele não estava sozinho!

alguém disse...

"e eu preciso de uma massagem, de uma japonesa de boceta raspadinha."

nunca deixa de ser o velho Rafa de sempre..hehe


otemo desabafo...

Anônimo disse...

puta sacanagem esse cara esta no limite da moral ele precisa de uma lição e se eu pudesse eu q daria uma boa surra não na mão de moral mesmo isso vale uma pena.
rafa de todos os cruzalmenses vc não merecia isso valeu


somos todos uns boemio e seremos sempre encarando essa eu não!!

a boa verdade ao menos tinha mulê